A insegurança de alguns, fortalece a coragem de outros. Na tarde da última terça-feira, 29, houve uma manifestação em frente a Assembléia Legislativa, titulada como “Primavera Maranhense” com presença de grupos independentes, apartidários/ partidários apoiando a greve dos militares.
Em outrora, policiais e sociedade não tinham uma relação amigável quando se tratava de greve. Enquanto a sociedade se manifestava contra o governo, os atuais grevistas ficavam contra população defendendo o estado que atualmente lhes presenteiam com belas rasteiras.
O ponto de vista quanto a legalidade ou não da greve dos militares, gera um certo conflito entre a população. Analisando pela lei, a greve de fato é ilegal. Segundo Rozalvo Barros Jr: “Se algo é considerado ilegal, de modo geral, não poderá ter jamais o apoio de pessoas que se dizem honestas, coerentes, corretas, justas, sérias e responsáveis. Quem entra pelo caminho da ilegalidade, jamais terá argumento para justificar as suas atitudes irresponsáveis e imaturas. Querer usar as pessoas em benefício próprio é sinal de maquiavelismo e de insensatez. Uma coisa, no Brasil e no mundo, é reivindicar; outra coisa é anarquizar tendo o apoio de pessoas que querem conquistar o seu espaço ficando nos bastidores da anarquia. Isso se chama falta de caráter e de dignidade.” Em resposta, a estudante de direito Ana Paula Maciel, contradiz afirmando o seguinte: “Meu caro, isso vai depender daquilo que você julga como justo, honesto, coerente, sério,correto e responsável. O livre arbítrio está aí pra isso, eu, você, todos temos liberdade expressar nossas opiniões e reinvindicar nossos direitos. Falta de caráter é se calar, fechar os olhos para esse estado vergonhoso em que se encontra o Maranhão, onde é governado por pessoas desonestas que só visam o seu bem-estar e o aumento de suas contas bancárias. Pessoas que não se preocupam com os trabalhadores honestos, com a saúde, a educação e a segurança da população porque se assim o fosse, as negociações com os Policiais Militares, Civis e os Bombeiros e esta greve já teria findado.” Agora lhes pergunto, a lei é “legal” pra quem?
Um número de pessoas próximo de 200 (se não mais), que só mantinham contato por meio de redes sociais, promoveram gritos de guerra recheados de indignação com intuito de retirar do (des)governo do estado, a filha daquele que deu início a toda oligarquia presente no Maranhão, a ilustre Roseana Sarney. Caras pintadas, cartazes, apitos fizeram parte dos apetrechos utilizados pelos manifestantes ao som do Hino Nacional.
“Ôh Roseana, pode tremer, a juventude vai desempregar você!”, “Sarney, ladrão, devolve o Maranhão!” foram algumas demonstrações comprovando que o medo que atingia os maranhenses ficara de lado na tarde de ontem.
Visto que muito embora não seja unânime a concepção de que sair as ruas lutando por seus direitos, seja a melhor forma, pois alguns ainda chamam estes, que abandonaram por algumas horas o conforto de suas residências, de baderneiros e desocupados, há quem acredita que a mente pequena do maranhense ainda irá se abrir para veracidade dos fatos e que a união faz a força, fato comprovado nas últimas manifestações, e não precisa ter a mesma ideologia, basta defender a mesma causa: livrar o estado do câncer Sarneyzista.
E que venha a manifestação do próximo dia 10, Dia Mundial dos Direitos Humanos. Onde será perguntado para nossos representantes políticos o seguinte: “Cadê o direito a uma Saúde Pública Digna que seja igualitária a todos?”










